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sexta-feira, 15 de março de 2013
Depois daquela viagem, Valéria Piassa Polizzi
" A vida é uma daquelas coisas tão presentes que passa despercebida. Às vezes nós precisamos quase perdê-la, ou achar que está por perdê-la, para lhe darmos o devido valor e dimensão. E, ainda assim, não conseguimos entendê-la direito." ( Reflexão sobre a vida: momento de grande sofrimento de Valéria)
Palavras da autora: " Pensar e escrever o livro foi um processo de três anos, no qual cresci muito. Em primeiro lugar, tive de trabalhar muitas questões dentro de mim, para depois colocá-las no papel. O intuito era mostrar que as pessoas podem viver com o HIV, para ajudar outros soropositivos como eu. E também mostrar que a AIDS pode acontecer com qualquer um."
O livro é uma autobiografia, testemunho vivaz de uma adolescente com uma sólida formação educacional e familiar que, por um desses descuidos circunstanciais, ainda com 16 anos, desinformada sobre os perigos das doenças sexualmente transmissíveis, mantém uma relação sexual sem a utilização do preservativo.
Valéria mostra como, de repente, por causa de quatro letrinhas, sua vida se transformou, passou por uma reavaliação radical. Ela consegue expor, sem rodeios, como a doença mexeu com a sua cabeça e com seus sentimentos.
Depois daquela viagem é um livro triste, mas tocante e verdadeiro, um testemunho de coragem e determinação, apesar da AIDS. Ao mesmo tempo, o livro propicia uma profunda imersão cultural no cotidiano e na alma dos jovens de sua época.
O livro começa no ano de 1986 quando todos acreditavam que o vírus da AIDS só infectava homossexuais, que havia pouca informação de como evitar a infecção e também havia um grande preconceito com quem era infectado pela doença. Na época não havia remédio para evitar que os sintomas aumentassem. Só a partir de 1990 é que descobriram como diminuir os sintomas. O livro termina em 1994 com a doença no mundo aumentando cada vez mais e lançado em 1999.
A autora ainda relata seu sofrimento e dos pais quando tiveram os resultados dos exames, o medo de encarar as pessoas e todo o tempo que passou sem contar ao restante da família e aos amigos que tinha a doença.
Conviveu durante uns dois anos com os amigos sem lhes contar nada, morrendo de medo de que alguém descobrisse tudo, de que tivessem contato com o seu sangue e também contraíssem a doença. Durante algum tempo resistiu ao tratamento, esperando a morte chegar, mas quando começou a ter alguns problemas de saúde e ao procurar um médico, descobriu que exixtiam novos tratamentos e que a AIDS poderia ser controlada com medicação. Recebeu apoio e percebeu que poderia levar a vida adiante, sem medo.
Uma boa leitura!
Professora Yuko
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